Gripe: como ocorre a transmissão e como tratar?

February 12, 2019

 

Pessoas de qualquer faixa etária podem ser contaminadas pelo vírus da gripe. No entanto, alguns grupos estão mais propensos a desenvolverem complicações graves a partir do contágio, principalmente, os indivíduos com condições e fatores de risco para agravamento.

 

A forma de transmissão do vírus Influenza pode ocorrer de forma direta ou indireta. A transmissão de forma direta geralmente ocorre de pessoa para pessoa. Neste caso, gotículas expelidas por um indivíduo infectado com o vírus ao falar, espirrar ou tossir.

 

Já a transmissão indireta pode ocorrer por meio do contato com as secreções de outros doentes, por exemplo, quando entramos em contato com um indivíduo contaminado e, em seguida, levamos as mãos diretamente nas mucosas oral, nasal e ocular. É importante lembrar que a eficiência da transmissão por essas vias depende da carga viral, contaminantes por fatores ambientais, como umidade e temperatura, e do tempo transcorrido entre a contaminação e o contato com a superfície contaminada.

 

Eventualmente, pode ocorrer pelo ar, pela inalação de partículas residuais, que podem ser levadas a distâncias maiores que 1 metro.


Período de transmissão


Em adultos, o vírus pode ser transmitido entre 24 e 48 horas antes do início dos sintomas, porém, em quantidades mais baixas do que durante o período sintomático. Nesse período, o pico da excreção viral ocorre, principalmente entre as primeiras 24 até 72 horas do início da doença, e declina até aos níveis não detectáveis por volta do 5º dia, após o início dos sintomas.


Já em pessoas com imunodepressão o vírus pode ser transmitido por semanas ou até meses. E em crianças, se comparadas aos adultos, também excretam vírus mais precocemente, com maior carga viral e por períodos longos.


Tratamento


Mesmo vacinadas, pessoas que apresentem sintomas da gripe, principalmente as que fazem parte dos grupos mais vulneráveis às complicações (veja quem se inclui nesses grupos), devem procurar uma unidade de saúde. O indivíduo deve ser avaliado por um médico que, por sua vez, irá analisar a necessidade de indicar o uso do antiviral fosfato de oseltamivir.


De acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2015, do Ministério da Saúde, o uso do antiviral fosfato de oseltamivir é indicado para todos os casos de síndrome respiratória aguda grave e, também, para os casos de síndrome gripal com condições e fatores de risco para complicações.


É importante lembrar que o remédio é prescrito em receituário simples e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).


O ideal é que o tratamento contra a gripe seja iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Ainda assim, o antiviral apresenta benefícios mesmo se administrado após 48 horas do início dos sintomas.


Confira as condições e fatores de risco para complicações, com indicação de tratamento:


● Grávidas em qualquer idade gestacional;
● Puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda
fetal);
● Adultos maiores de 60 anos;
● Crianças menores de 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em
menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de
mortalidade);
● População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso;
● Pneumopatias (incluindo asma);
● Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica);
● Nefropatias;
● Hepatopatias;
● Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme);
● Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus);
● Transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou
aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesões medulares, epilepsia,
paralisia cerebral, Síndrome de Down, atraso de desenvolvimento, AVC ou doenças
neuromusculares);
● Imunossupressão (incluindo medicamentosa ou pelo vírus da imunodeficiência
humana);
● Obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos);
● Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado com ácido
acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye)


Fontes:


1. Ministério da Saúde. Consultado em 24 de Janeiro de 2019. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/gripe

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