Tudo que você precisa saber sobre a Febre Amarela

February 26, 2019

 

A febre amarela é uma doença viral potencialmente grave causada por vírus e transmitida por vetores. A maioria das pessoas infectadas apresenta poucos ou nenhum sintoma. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar - até dois dias - podendo ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia - olhos e pele amarelados -, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.


Transmissão


A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. No Brasil, a doença tem ocorrido com maior frequência nos meses de dezembro e maio, como um padrão sazonal. Esse fato ocorre principalmente no verão, quando a temperatura média aumenta na estação das chuvas, favorecendo a reprodução e proliferação de mosquitos - vetores - e, por consequência o potencial de circulação do vírus.


Os mosquitos silvestres têm hábito diurno, realizando o repasto sanguíneo durante as horas mais quentes do dia.


É importante lembrar que há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão: o silvestre e o urbano. No entanto, mesmo sendo ciclos diferentes, a febre amarela tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico.


No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres. Já no ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de mosquitos - Aedes aegypti - infectados.


Tratamento


O tratamento da febre amarela é sintomático. O paciente necessita ficar sob hospitalização, permanecendo em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.


Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações. É importante lembrar que medicamentos salicilatos, como AAS e Aspirina, por exemplo, devem ser evitados já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.


Prevenção


A vacina é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida - de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Principalmente pessoas que residem em áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas devem se imunizar.


É importante lembrar que a vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco, principalmente, para os indivíduos que são vacinados pela primeira vez.


Em áreas consideradas de maior risco de exposição como matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural, é recomenda-se que medidas de proteção individual sejam adotadas, principalmente para quem tem alguma contraindicação para receber a vacina. Dentre as recomendações estão: usar repelente de insetos de acordo com as indicações do produto, proteger a maior extensão possível de pele através do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados, evitar na medida do possível o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, adentrar em matas, seja a trabalho ou turismo e passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, uso de mosquiteiros e telas nas janelas.


É fundamental dar uma atenção maior às crianças menores de 9 meses de idade, pois elas não irão receber a vacina, devendo utilizar-se repelente de acordo com as orientações de faixa etária de cada produto, bem como utilizar mosquiteiros e ou ambiente protegido. 


Evitar a proliferação dos mosquitos também é de extrema importância. Por isso, mantenha a casa e as ruas limpas sem acúmulo de água parada - habitat ideal para reprodução dos vetores.


Fontes:


1. Sbim. Consultado em 13 de Fevereiro de 2019. Disponível em https://familia.sbim.org.br/doencas/96-febre-amarela
2. Ministério da Saúde. Consultado em 22 de Fevereiro de 2019. Disponível em http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-pre
vencao

 

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