Estudo comprova que a vacina Tríplice Viral não causa autismo

April 20, 2019

Um estudo realizado pela Instituto Serum Statens, em colaboração com as universidades de Copenhagen, na Dinamarca, e Stanford, nos Estados Unidos, reforçou que a vacina tríplice vital (que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola) não aumenta a probabilidade de desenvolvimento de transtornos do Espectro do Autismo (TEA).


Para chegar a esta conclusão, foram analisados os registros de saúde de mais de 650 mil crianças dinamarquesas, nascidas de 1999 a 2010, a partir do primeiro ano de vida até 31 de agosto de 2013. No total, 6.517 indivíduos haviam sido diagnosticados com TEA, e a razão de risco entre os vacinados e não vacinados foi semelhante.


Os autores também verificaram que a vacina tríplice viral não aumentou a incidência quando consideradas variáveis como sexo, período de nascimento, administração das demais vacinas oferecidas gratuitamente, histórico de irmão(s) com TEA e presença de alguns fatores de risco,como prematuridade, baixo escore de Apgar, fumo durante a gestação, entre outros.


Tríplice viral x autismo: a origem do boato


Os boatos sobre a tríplice viral causar o autismo surgiu após a revista Lancet publicar, em 1998, um artigo associando a vacina ao esta condição física. Desde então, diversos trabalhos científicos foram realizados para averiguar a veracidade dos resultados, mas todos concluíram que não havia relação.


Em 2010, descobriu-se que Andrew Wakefield, autor da pesquisa, tinha solicitado registro de patente de uma nova vacina contra o sarampo e recebido patrocínio de escritórios de advocacia envolvidos em ações de famílias de crianças autistas contra a indústria farmacêutica.


O artigo foi, então, banido dos canais da medicina, Wakefield perdeu a licença médica e está sendo responsabilizado por crime contra a saúde pública. Ainda assim, o boato continua a ser reproduzido.


Impacto no Brasil


Embora o impacto dos boatos pareça pouco significativo no Brasil, o país voltou a enfrentar uma forte onda de sarampo, pouco menos de dois anos depois de receber da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da doença.


Do início de fevereiro de 2018 até o fim de janeiro de 2019, houve mais de 10 mil registros, em especial no Amazonas. Os primeiros casos foram importados.


Fonte:


1. Sbim. Consultado em 05 de Abril de 2019. Disponível em https://sbim.org.br/noticias/1073-estudo-com-650-mil-criancas-comprova-quetriplice-viral-nao-causa-autismo

 

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